Entrevistas

Entrevista de Agosto: Marcelinho!


        Marcelinho é um atleta de muito destaque na equipe de Santos. Tri-Campeão dos Jogos abertos do Interior, Bi-Campeão Metropolitano de Seleções, Tetra-Campeão do Torneio Estadual de Outono, inúmeras vezes campeão em Santos, além de Campeão da Zona Leste, um dos campeonatos mais difíceis de ganhar e Bi-Campeão Brasileiro de Bocha-Rafa. Vale lembrar que também foi Coordenador da Bocha de Santos de 2000 a 2010. Está entre um dos melhores atletas do Estado. Vamos ver o que ele diz para nosso blog: 



Concentração total

Marcelo, onde você começou a jogar e tinha quantos anos?
Jogar bocha oficialmente mesmo foi no Clube Recreativo Cunha Moreira, em Santos. Fui federado aos 13 anos de idade, mas já jogava recreativamente desde criancinha.

Como era a bocha que era jogada na época e se tinha muitos praticantes?
No Cunha Moreira se praticava o Pontobol, uma espécie de rafa praticada exclusivamente em Santos. Só para se ter uma idéia da quantidade de clubes e praticantes, Eram duas divisões jogando 3 quartetos, nas quartas e sextas-feiras de noite. As partidas começavam as 20h e terminavam muitas vezes já alta madrugada.

Você tinha algum jogador que se inspirava? Tinha um ídolo? Comente.
A história da equipe do Cunha Moreira se divide em duas fases: antes e depois da década de 80. Antes era mais simples, caseira, formada por tiozinhos como o meu pai. Naquela época tinha dois atletas que se destacavam de verdade: O sr. Olívio e o Mazagão. Entretanto, meu ídolo de verdade era meu pai, que era um jogador completo, rafava muito bem e fazia as jogadas de fundo com precisão. Ele tinha trivela para os dois lados. O sr. Olívio foi um dos grandes rafadores de Santos e o Mazagão era um jogador maravilhoso, principalmente se jogasse no terceiro quarteto, quando já estava "cheio de gasolina nas idéias"... ele passava partidas e mais partidas sem errar um único tiro.
Tem outro ídolo que nenhum brasileiro pode se esquecer, que é o André Backes... títulos internacionais não são para qualquer um, ainda mais na regra mundial... o André já encarou de frente o Formicone... isso é maravilhoso... por isso tenho o André como um fenômeno no nosso esporte, alguém que precisa ser valorizado em todos os sentidos, como também deve ser o Zé do Salto na rafa e outros atletas maravilhosos como o Uidemar, o Zapata, o Rafael de Santa Catarina e o Caco, que a anos é a cara e a coragem do São José.

E a bocha-rafa, quando começou e por quê?
A minha participação na bocha-rafa se confunde com a participação de Santos nos Jogos Regionais e Abertos do Interior, em 1992. Bastou a cidade precisar ser representada na modalidade que vários atletas passaram a praticá-la também... ou seja, até 1998 vários bochófilos jogavam o Pontobol, a Sulamericana e a Bocha-Rafa.
Jogos Abertos 2010

Foi bom disputar os jogos regionais pela 1ª vez?
Em 1993 joguei meu primeiro Jogos Regionais em São Bernardo, nas canchas do Demarchi, pertinho da via Anchieta... as canchas eram de gesso... fiz dupla com o Leão... perdemos um único confronto, contra o Gato, que era um fenômeno em canchas de gesso. Naquele ano, só pra se ter uma idéia, jogamos contra o time da casa e vencemos por 2 x 0, uma a zero e outra por 18 x 02. Foi maravilhoso.

Mudando um pouco o tempo. Como foi ganhar os Jogos Abertos e o Brasileiro no mesmo ano?
Isso ocorreu em 2000 e foi algo inesquecível principalmente porque o Brasileiro aconteceu no Clube Independente, em Porto Alegre, um dos Templos Sagrados da bocha brasileira, como é também o São José de São Caetano do Sul. A convocação em si já foi muito gratificante... depois fazer parte de uma equipe que tinha o Zé do Salto, o Kleber, o Brisola, o Ricardo (Santos), o Gustavo (Araraquara), o Dú (Capital) é um motivo de honra. Lembro-me de uma passagem nessa competição, o Zé estava na quadra jogando e nós estávamos perdendo para Santa Catarina... eu tava do lado do Ricardo e a jogada era bem na nossa frente, quase na zona morta... o Ricardo falou para mim "vai Zé, tira um coelho da cartola pois tá precisando" (uma vez que a partida tava complicada)... dito e feito, o Zé deu uma cacetada daquelas que só ele mesmo, o bolim mexeu, veio uma outra bola nossa no jogo e acabamos virando o jogo e vencendo a partida. São momentos inesquecíveis... na cancha do Indendente, que eu ouvia falar desde garotinho... inesquecível.

Em relação aos abertos, sabemos que ganhou 3. Qual foi mais emocionante e qual é o que você mais considera?
Todas as conquistas dos Abertos foram emocionantes, conquistadas com a diferença de uma unha, um fio de cabelo, sempre com grande união, muita vontade e total merecimento. É difícil falar em mais emocionante, mas talvez seja a de 2003, pelo fato da bola ter se quebrado, eu e o Oswaldo (meu parceiro) estarmos com a faca no pescoço, e termos conseguido virar o jogo nas duas jogadas que faltavam, sendo que precisávamos marcar 12 pontos nestas duas jogadas. A partida foi para o lance extra e vencemos o jogo. Talvez essa seja a mais emocionante até porque foi a única das três finais que consegui vencer a minha partida. Em 2000 meu parceiro era o Anísio, que deu o famoso "tiro no cavalo"... e em 2001 meu parceiro era o Douglas, quando perdemos para Mauá.

Vamos falar de sua equipe atual. O que acha de sua equipe. quais os pontos fortes? no que tem a ser melhorado?
O grande ponto positivo deste ano é o ambiente... fazia tempo que o ambiente não era tão bom em Santos. No início do ano tínhamos alguns problemas de relacionamento, que foram se esclarecendo no decorrer do primeiro semestre em algumas reuniões que tivemos. Então, o ponto forte está sendo a união e o fato de termos um técnico experiente que é o Fernandão... um cara que conhece muito de bocha e está tendo controle e serenidade para colocar em prática. Acredito que para melhorar precisávamos de pelo menos mais uns 2 atletas de ponta... aí a equipe ía ficar forte, em condições de confrontar em total pé de igualdade com as que reputo serem as mais fortes São Caetano do Sul, São Vicente, Americana, Mogi das Cruzes, São Bernardo e Jahu.

Trocadinha do Marcelo em Rio Claro 2011

Quais os seus objetivos para o segundo semestre na bocha de Santos?
Tudo gira em torno dos Abertos, que será disputado em Mogi. Espero fazer uma boa competição e ajudar a equipe de Santos a ir bem. Pretendo também jogar o estadual da regra mundial.

Você tem alguma partida que te marcou? E tem uma partida que perdeu e não esquece?
Algumas são inesquecíveis, como, por exemplo, as três partidas que joguei com o Vicente Zuquetto em 1986, no Clube Círculo Militar de Campinas, pelo Estadual daquele ano, em que saímos invictos da competição... o Vicentão jogando a ponto com a mão esquerda (ele tinha lesionado o pulso direito) e eu com 14 anos de idade... ganhamos até do Sagrado São José de São Caetano do Sul, com o Gauchinho na cancha. Não dá também para esquecer essa que a bola quebrou na final dos Abertos de 2003... outra pela semi-final da Liga da Zona Leste em 2009, dentro do Vila Diva (joguei na cabeceira contra o Uidemar e o Leandro, dois gaúchos de primeiríssima linha)... Já entre as que perdi sem dúvida alguma a que mais me marcou foi dentro do Santa Rita, pela Liga da Zona Leste, em que não matei um ponto de mais ou menos uns 6 metros... foi a maior vaia que já recebi em minha vida.

Deixe uma mensagem para os praticantes de bocha, admiradores e leitores de nosso blog, além de apaixonados pela bocha!
Primeiro parabenizo o trabalho do Blog e agradeço a oportunidade.
A mensagem que deixo é a seguinte: se cada bochófilos conseguir trazer um amigo, um conhecido para a Bocha, o esporte nunca vai acabar. Sugiro que todos adotemos esse compromisso: cada um de nós trazer uma pessoa para começar a jogar bocha... isso garantirá o futuro e nós precisamos pensar no futuro.   





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Entrevista da quinzena: Fernandinho!


         
            Fernandinho é um atleta de muito destaque na equipe de Santos. Bi-Campeão dos Jogos abertos do Interior, Bi-Campeão Metropolitano de Seleções, Campeão do Torneio Estadual de Outono, inúmeras vezes campeão em Santos. Foi um dos representantes de Santos do III Estadual Individual, realizado em São José dos Campos. Está entre um dos melhores atletas do Estado. Vamos ver o que ele diz para nosso blog: 





Com quantos anos começou a jogar?
R: Comecei com 14 anos em um time da Praia Grande. (A.A.B. Quietude)

Por que resolveu jogar bocha?
R: Por sempre acompanhar meus pais que jogam, fui me apaixonando pelo esporte, no qual, estou até hoje.

Quanto tempo joga em Santos?
R: Tive duas passagem. A ´primeira em 2003 e 2004, e a segunda de 2008 até os tempos atuais.

Qual ou quais títulos conquistou por Santos?
R: Conquistei muitos titulos por Santos, desde municipais até estaduais, mas o mais marcante na minha carreira foi em 2003 quando nos sagramos TRI Campeões do Jogos Abertos do Interior.

Descreva sua carreira na bocha
R: Minha carreira foi mais de alegrias do que tristezas em Santos. Com este time estou evoluindo com o passar do tempo, cada vez me aprimorando mais, estou em uma equipe (familia) muito competitiva, onde aprendo cada dia mais e espero conquistar muitos mais titulos por esta cidade que tanto gosto.
Fernando e Gersi. Entrevista A TRIBUNA - Jogos Abertos 2010 

Cite uma pessoa ou algumas pessoas importantes pra você na bocha e porque?
R: Hoje, o pouco que sei nesse esporte, devo muito ao Fernandão (Primeiro técnico por Santos e técnico atual). Ele que me procurou ainda quando jogava pela Praia Grande em 2002 nos Jogos Regionais de Caieiras (quando eliminei Santos nas semi-finais), foi me lapidando e me aperfeiçoando em diversas jogadas, como até hoje faz. Sou muito grato a ele de coração.

Qual a importância para você na bocha?
R: Muito importante. Cada dia uma nova lição. Um esporte de extremo raciocinio, onde necessita de concentração e muita tranquilidade para execultar diversas jogadas. Onde que, a cada vitoria uma felicidade, e a cada derrota um aprendizado.

O que ainda não conquistou na bocha que tem em vista a um curto prazo conquistar?
R: Com certeza os Jogos Regionais, no qual, "bateram na trave" 4 (quatro) vezes (4 vice-campeonatos) . Com certeza um título que desejo muito conquistar esse Ano. 

Cite um ou mais parceiros que tenha jogado ou seu parceiro preferido.
R: Joguei com diversos parceiros, dentre eles Gustavo, Gersinho, Marcelinho, dentre outros. Não tenho preferencia por parceiro, o importante é nos darmos bem dentro da quadra para o jogo fluir bem.

Tem vontade de jogar com alguem de parceiro com quem não tenha jogado?
R: Como comentei anteriormente. O importante é dentro da quadra, não importa com quem seja. Já é um bom começo.

Deixe uma mensagem aos nossos amigos bochófilos.
R: Pessoal que visita o blog da Bocha na Baixada Santista, um grande abraço de coração, e "Vai pra cima deles Santos..."...em busca do Titulo nos Jogos Regionais de Santo André - Julho 2011....Fui !





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Por que investir em bocha?

A bocha, antes até de ser um esporte propriamente dito, é uma manifestação cultural cujas origens remontam ao nascimento daquilo que hoje conhecemos por civilização. Manifesta-se como o domínio do ser humano sobre a forma das formas, a esfera. Desde o paleolítico ou idade da pedra lascada, que corresponde aproximadamente ao tempo de existência dos gêneros Australopithecus, Homo erectus e Homo

sapiens neanderthalensis, passando pelo neolítico ou idade da pedra polida, já com Homo sapiens sapiens, ou seja, à cerca de 10000 anos atrás, época em que surgiu a agricultura - o que permitiu às populações um aumento do tempo de lazer, devido à disponibilidade de alimento, provocando ainda o desenvolvimento da vida em sociedade e o avanço cultural -, até a idade dos metais (ferro, cobre, bronze), iniciada há cerca de 5000 anos atrás - fato que permitiu uma maior divisão do trabalho, formando-se agregados urbanos, com intensa exploração dos recursos naturais, acumulação de resíduos e propagação de doenças -, o destino do ser humano no Planeta tem sido adaptar-se às condições encontradas.
A bocha reflete exatamente isto, a adaptação total às condições impostas, mediante o domínio sobre o movimento da forma perfeita, a esfera. Este desafio tem feito parte da história do ser humano na face da Terra, remonta às nossas origens, e ainda hoje seduz milhares de praticantes no mundo inteiro.

Por essência, trata-se de uma atividade benéfica ao corpo e à mente. Os praticantes deste esporte, através de suas condutas, causam o bem para si e para os outros. Este simples e fundamental motivo, resultante da natureza da atividade, no caso, a ser fomentada através do investimento, justifica-lhe a moralidade, aspecto essencial.
A bocha é, ouso afirmar, dos esportes que mais ampla possibilidade de participação apresentam. Numa mesma disputa podem praticar juntos, partidas que duram mais ou menos 1 hora, até oito pessoas. Oito atletas das mais diversas idades, de ambos os sexos, com as mais diversas características físicas, inclusive deficientes físicos. Isto significa até quatro gerações juntas, disputando com a mesma possibilidade de sucesso um esporte que se caracteriza como sendo eminentemente técnico, cuja força ocupa uma posição suplementar e muito longe de essencial.
A bocha se manifesta, como todos os esportes nacionais e nos termos da Lei Geral de Esportes, Lei 9.615/98, com duas naturezas: de rendimento, em que há um compromisso de todos os envolvidos com a obtenção de resultados e de participação, em que a despeito de também ocorrer competição, esta se dá compromissada com o relacionamento social, com a qualidade do meio ambiente e de vida. Atletas de rendimento, os famosos de alto nível, os verdadeiros competidores, para estes às vezes o esporte não é só uma fonte de alegria. Os objetivos não atingidos causaram, causam e causarão muitas dores de cabeça para quem se entrega na luta pela vitória. Já para os atletas participantes vale muitas vezes mais a movimentação física e mental praticada, o sarro, a brincadeira, os bate-papos, a convivência social, do que a vitória em si.
Na intensidade dos meus sentimentos com relação a este esporte, tão injustiçado no ponto de vista de ressaltarem-lhe a característica da universalidade na participação de forma preconceituosa, afirmando, muitos, tratar-se de um jogo de velhos, em vez de reconhecerem-lhe as variedades de manifestações, partilho que a prática da modalidade guarda alguma semelhança com o jogo-de-taco, a bolinha-de-gude e o snooker. Inclusive com este último por ter variantes técnicas. No snooker as jogadas têm que ser "cantadas". Nas regras sulamericana e punto-rafa-vollo, de bocha, também. Já no jogo de mata-mata (cinco bolas contra cinco) ou na sinuca (pares contra ímpares), na maioria dos lançamentos não é necessário cantar a jogada, assim como na regra de bocha denominada rafa. O bochófilo deve ter bom cálculo, concentração, previsão, equilíbrio corporal e emocional. Como se vê, nada que o passar dos anos comprometa.
O espaço físico necessário para a construção de um local para a prática da bocha não é muito grande. Uma quadra oficial mede 27 x 5m na regra punto-rafa-vollo, 24 x 4 m para a prática das regras sulamericana e rafa e de qualquer outra dimensão quando se tratar de pura recreação. As canchas são cercadas. Estas cercas, obrigatoriamente numa parte devem ser de madeira, mas na outra, que na verdade é a maior parte, pode ser também de cimento, tela de arame ou mesmo nylon. O piso obedece a disponibilidade de recursos para se investir. Pode ser de terra batida ou solta, areia, cimento com areia, cimento com carpete, madeira com carpete, grama e sintético. Este último tipo é o oficial das regras sulamericana e rafa. Na regra punto-rafa-volo, o piso oficial é de uma massa sintética especial, que pode ser substituída pelo cimento com areia em cima, podendo ter em cima do cimento uma camada de carpete, e às vezes ainda em cima do cimento e embaixo do carpete, uma camada de madeira. Um jogo de bolas completo (12 bolas e um bolim) custa de duzentos a trezentos reais e dura, se bem utilizadas, muitos anos. Os custos com manutenção são mínimos.
Longe de ser uma esporte elitizado, é praticado por pessoas das mais diversas classes sociais, com mais constância, nas regiões sul, sudeste e centro-oeste. Na forma de desporto de rendimento, via de regra nas grandes cidades. Como desporto de participação também, e de forma bastante difusa, nas pequenas e médias cidades.
Desde 1992 a bocha, na regra rafa, foi incluída como modalidade nos Jogos Regionais e Abertos do Interior do Estado de São Paulo. Tal fato tem se constituído em verdadeira sobrevida ao esporte. No final do século passado registrou-se grande declínio na prática da bocha no Estado de São Paulo. A coisa mais comum era alardear-se o apocalipse da bocha. Com esta medida o Estado valorizou o esporte e as cidades tiveram que passar a se preocupar também com a bocha. Algumas delas investem adotando atletas e incorporando uma filosofia de profissionalismo numa prática de rendimento não-profissional.
Como exemplo podemos citar a cidade de Santos, que em 2000, por ocasião de estar sediando os Jogos Abertos do Interior, modificou a forma como encarava esta modalidade esportiva, investindo em infra-estrutura e em recursos humanos. Como resultado destes investimentos, baixíssimos se comparados com os demais esportes, Santos venceu os JAI´s na bocha em 2000, 2001 e 2003, além de títulos estaduais em competições promovidas pela Federação Paulista de Bocha e Bolão e de ter tido atletas convocados para a seleção paulista que consagraram-se campeões brasileiros.
Em outros Estados-Membros, como Santa Catarina, a bocha também é uma modalidade dos Jogos Regionais e Abertos do Interior, na regra sulamericana.
O esporte é organizado respeitando-se a estrutura federativa, ou seja, com ligas municipais e regionais, federações estaduais e a Confederação Nacional de Bocha. O calendário de atividades engloba o ano inteiro, de janeiro a janeiro e existem competições nos três níveis supra-citados.
Só para se ter uma idéia das dimensões desta modalidade esportiva, somente na Capital do Estado de São Paulo existem certamente mais de cem clubes e associações que disputam as competições das Entidades de Administração do Desporto, englobando mais de três mil praticantes.
Investir num esporte como a Bocha é estar em harmonia com os cânones do Estado Democrático de Direito que se pretendeu constituir na nossa nação pós Constituição Federal de 1988. É reconhecer que, além do futebol, paixão nacional, existem outras modalidades desportivas muito praticadas, que possuem forte vínculo histórico-cultural com a formação do povo brasileiro.
E isto tudo, afirmo com toda a certeza e conhecimento de causa que possuo, imparcialmente, por um custo que, se comparado com os demais esportes ditos "coletivos", é baixíssimo.
* Marcelo Henrique Gazolli Veronez é presidente da Liga Bochófila Santista, membro dos Comitês organizadores dos Jogos Abertos do Interior de 2000 e 2003. Como atleta é campeão brasileiro, tri-campeão dos Abertos do Interior e campeão estadual de bocha.